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Iniciativa pioneira permite monitoramento de frequência dos estudantes durante regime especial de aulas não presenciais

educacao
25 de agosto de 2020

Desenvolvido em março pela Seduc, painel de monitoramento permite que equipes gestora e pedagógica atuem de forma efetiva no combate à evasão escolar

Um sistema inovador tem sido aliado do Governo de Goiás no combate à evasão escolar e no controle da frequência dos estudantes durante o regime especial de aulas não presenciais: o Painel de Monitoramento.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Superintendência de Organização e Atendimento Educacional, a ferramenta coleta dados diários das escolas e gera estatísticas sobre o acesso dos alunos às aulas não presenciais.

Ativo desde o dia 23 de março, apenas cinco dias após a suspensão das aulas presenciais em Goiás, o painel é um importante dispositivo para que gestores e equipes pedagógicas possam realizar a busca ativa por estudantes que estão ausentes e que não têm participado das aulas não presenciais. Conheça abaixo como tem sido esse processo.

Coleta de dados

De acordo com a superintendente de Organização e Atendimento Educacional da Seduc, Patrícia Morais Coutinho, a iniciativa pioneira conta com a participação diária de 185 tutores educacionais. São eles os responsáveis por atuarem junto aos gestores, no levantamento dos dados relacionados à frequência e acesso dos alunos da rede estadual.

Com base em um questionário, elaborado pela Seduc, os tutores realizam uma série de verificações relacionadas às ferramentas e recursos didáticos utilizados pela escola; número de estudantes frequentes; número de estudantes sem acesso à Internet; distribuição de materiais impressos e quantitativo dos estudantes ausentes.

Esses dados são cadastrados no Painel de Monitoramento, em um formulário on-line, e enviados à equipe da Superintendência de Organização e Atendimento Educacional. A partir desse compilado de informações, é gerado um Relatório Analítico das Escolas, capaz de indicar como tem sido o regime especial das aulas não presenciais na rede estadual em cada uma das regionais e em cada escola e quais fatores precisam de melhorias.

“Com essas informações, nós vamos desenhando um mapa do Estado e do que está acontecendo nas escolas. A partir dessas informações, nós podemos tomar decisões mais assertivas e focadas em auxiliar as escolas e as regionais”, conta Patrícia Coutinho.

A superintendente explica que, em casos em que há grandes baixas na frequência, entra em ação uma cadeia de monitoramento. Funciona assim: quando detectada a ausência do estudante por mais de 14 dias, Assessores de Gestão Pedagógica da Seduc entram em contato com os Assessores Pedagógicos das Coordenações Regionais de Educação (CREs), que buscam soluções junto à escola e aos familiares do estudante.

Para Patrícia Coutinho, a ação tem gerado resultados positivos no combate à evasão e tem garantido a manutenção da taxa de evasão escolar em um pilar aceitável, em especial se considerado o cenário de pandemia. “Isso significa que o Estado tem conseguido manter e engajar os nossos alunos. Agora, o nosso desafio é garantir ações de nivelamento, de modo a manter o máximo de estudantes na escola e aprendendo”, afirma a superintendente.

Fórum de discussão

Além do acompanhamento diário do cenário da Educação na rede estadual de ensino de Goiás, o Painel de Monitoramento permite a troca de experiências entre profissionais da Educação. Na aba “Fórum de Discussão”, tutores e gestores educacionais podem registrar ideias e experiências das escolas com o uso de tecnologias e estratégias para a implementação das aulas não presenciais.

Uma das contribuições foi realizada pela tutora educacional de Águas Lindas de Goiás, Lidiane Santana. Em seu depoimento no Fórum, ela relatou uma iniciativa adotada no Colégio Estadual José de Assis e que buscava auxiliar os estudantes a terem acesso a aplicativos simples usados durante as aulas não presenciais como, por exemplo, leitores de PDF.

Segundo a tutora, após as orientações da coordenação e professores, houve um aumento na participação dos alunos da Educação de Jovens e Adultos que, por falta de conhecimento e orientação tinham dificuldade no uso desses aplicativos.

Além da contribuição de Lidiane, cerca de outras 1500 contribuições foram registradas no Fórum desde o dia 23 de março, variando de práticas pedagógicas a estratégias para atuação junto aos estudantes.

Informação pública

Segundo a superintendente de Organização e Atendimento Educacional, os dados do Painel de Monitoramento funcionam também como uma ferramenta para a transparência das ações realizadas pela rede estadual de Educação durante a suspensão das aulas presenciais. “É uma informação pública. Quem quiser conferir, pode acessar a qualquer momento”, reforça Patrícia Coutinho.

Todos os dados do relatório analítico das escolas estão disponíveis no link. Apesar do livre acesso, apenas os tutores e os gestores educacionais podem contribuir para o fórum de discussão e preencher os formulários de monitoramento.