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Importância da rotina na vida estudantil é destaque em live da Sociedade Goiana de Pediatria

educacao
30 de junho de 2020

A live foi realizada nesta segunda-feira (29/06) e teve como tema “Covid-19 e os Desafios da Volta às Aulas”

A superintendente de Modalidade e Temáticas Especiais da Secretaria de Estado da Educação, Núbia Rejaine, participou ontem (29/06) da live “Covid-19 e os Desafios da Volta às Aulas”. O evento foi organizado pela Sociedade Goiana de Pediatria e teve como mediadora a pediatra e vice-presidente da instituição, Ana Márcia Guimarães Alves.

Na oportunidade, Núbia Rejaine falou sobre a necessidade do estabelecimento de uma rotina de aprendizagem para que as crianças e jovens estejam preparados para a retomada das aulas presenciais. Segundo ela, é importante que sejam estabelecidos horários para que a criança se alimente, estude e durma, vez que, durante a quarentena, essa rotina foi desfeita.

“Quando se fala de criança, elas precisam de uma rotina. E as nossas rotinas foram desorganizadas, nossos horários mudaram. Então eu acho que, antes de falarmos de um plano de retorno, devemos falar de um plano de rotina. Tanto para nós quanto para os nossos filhos”, destaca a superintendente.

Na live, também foram abordadas questões relacionadas às dificuldades que os pais estão enfrentando ao lidar com o aprendizado da criança em casa. De acordo com a superintendente, é essencial que os pais sejam transparentes e encarem o seu papel de pais e não como professores.

“Nós não fomos, como mães, preparadas para sermos professoras. Em nosso papel de mães nós somos mães. Então não temos que nos cobrar tanto. Para ser professor é preciso estudo, é preciso se preparar e esse papel não é fácil de ser substituído. A mãe tem que pensar que, naquele momento, ela é uma mãe tentando ensinar e não uma professora. O resultado nunca vai ser o mesmo.”, ressalta a superintendente. Para ela, o ideal é que pais e escolas trabalhem juntos para garantir que as crianças tenham um momento e um lugar para estudar, com disposição para aprender.

Para os casos em que os pais se sentem “perdidos” e não conseguem fazer com que o aprendizado flua, Núbia Rejaine orientou que estes busquem o apoio na escola. De acordo com ela, é preciso lembrar que a escola é o espaço formal para a aprendizagem e é dela que devem vir as orientações pedagógicas. Cabe aos pais pedirem sugestões à escola e seguirem as orientações para que o processo de aprendizagem seja concreto.
 
Plano de retomada
O plano de retomada às aulas presenciais na rede estadual de ensino também foi assunto na live. A temática é uma das pautas do Gabinete de Crise da Seduc, do qual fazem parte diversos representantes da Educação em Goiás.

“Não existe uma receita pronta. Nós estamos construindo um cenário do qual nós nunca participamos e portanto ninguém tem experiência”, afirma a superintendente Núbia Rejaine. Para ela, pensar em um retorno ao modelo convencional neste momento é romantizar a gravidade do que estamos vivendo. O que deve ocorrer, de acordo com a superintendente, é uma volta gradativa, com revezamento e com uma diminuição do horário de aula presencial.  

Ainda sobre a elaboração do plano de retomada, a superintendente aproveitou o espaço para parabenizar a atuação do governo estadual diante dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19. Para ela, “tanto a secretária Fátima Gavioli quanto o nosso governador Ronaldo Caiado têm demonstrado uma responsabilidade, um compromisso enorme com toda essa situação. Estou no Gabinete de Crise, acompanhando os desafios e vejo como eles estão dedicados 24 horas, buscando estratégias para minimizar esses problemas”, relata.

Sobre a implantação do plano de retorno, a superintendente destacou que não cabe à Educação definir quando as aulas presenciais retornarão. De acordo com ela, “quem vai determinar os protocolos de segurança é a Secretaria de Saúde. Tudo o que a Secretaria de Educação elaborar terá que ser validado e aprovado pela Secretaria de Saúde. Com certeza vai ter um espaço para adaptações e respeito às especificidades de cada unidade e o Conselho Estadual de Educação deve divulgar uma resolução, um documento, fazendo as orientações necessárias para todos”, destaca.

Núbia Rejaine reforçou ainda que, até o momento, o que se sabe é que a retorno deve ser feito com base em um modelo de ensino híbrido, com mais de uma ferramenta de aprendizagem e com a mescla das aulas presenciais e remotas. Para medir o nível de aprendizagem dos estudantes e definir os próximos passos, uma avaliação diagnóstica deve ser aplicada logo no início da retomada.

Questionada sobre a previsão de volta às aulas presenciais para o mês de agosto, a pediatra Ana Márcia também expressou a sua opinião. “Se sim ou se não, eu ainda não sei. Eu não sei qual será o cenário em agosto. Eu acho que nós devemos confiar nas autoridades porque, como a Núbia falou, quem vai decidir sobre o retorno é a Secretaria de Saúde. A Educação vai se adequar ao que a Saúde achar seguro”, afirma.

A pediatra ainda usou o espaço para reforçar a importância da escola no desenvolvimento da criança. Segundo ela, a “escola não é só alfabetizar, não é só Matemática. A escola é o desenvolvimento de todas as habilidades do ser humano, principalmente a linguagem, a socialização, o controle de impulsos e a resolução de problemas. Diante de tudo isso, se a criança não tiver oportunidades, ela não se desenvolve”, afirmou.