Fale Conosco

62 32014050

Tags:, , , ,

Jovens reeducandos participam de oficinas de Break e Grafiti

cultura
24 de julho de 2019

Aulas foram ministradas no Centro de Educação e Jovens e Adultos Arco-Íris

A Secretaria Estadual da Educação (Seduc), por meio do Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, promoveu oficinas de Break e Grafiti para adolescentes que estão em cumprimento de medidas socioeducativas, internos do Centro de Internação Provisória de Goiânia (CIP), e do Centro de Atendimento Socioeducativo de Goiânia (Case).

As oficinas foram promovidas em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) e realizadas durante o primeiro semestre de 2019 no Centro de Educação para Jovens e Adultos Arco Iris (CEJA Arco-Íris). Aulas foram ministradas por professores da Seduc, lotados no Ciranda da Arte.

A iniciativa tem como objetivo integrar os jovens e oportunizar uma vivência cultural e o acesso às artes urbanas. O professor de Artes Visuais, Santiago Lemos, que realizou a oficina de Grafiti, comenta que “esse tipo de parceria é muito importante, pois oportuniza o processo de ressocialização, além de estimular o lado criativo dos adolescentes e promover uma nova perspectiva de vida”.

Break e Hip Hop

A atividade trabalhou aspectos como coordenação motora, construção de personagens, elaboração de letras, além de envolver os alunos no conhecimento da história do Grafiti e os diferentes estilos e técnicas. Durante a oficina de Break, dança do movimento hip-hop, foram utilizadas técnicas básicas de dança como ritmos, expressão corporal, princípios de técnicas do Break e o uso de uma metodologia participativa.

Para o professor de Dança, Johnathans Black, “a dança de rua tem o poder de incluir os jovens excluídos socialmente nas zonas urbanas, por meio da expressão artística com atitude e protesto”, conclui. Esse é um movimento de revolução, marcado pela realidade das periferias urbanas e a reivindicação de melhorias de vida.

De acordo com a coordenadora de Profissionalização da Casa de Semiliberdade, Ludmilla Pereira de Amorim, as oficinas realizadas proporcionaram aos jovens a oportunidade de contemplar vivências com arte e cultura, garantindo o desenvolvimento pessoal e social, “estreitando os vínculos desses jovens com o espaço escolar e assegurando experiências favoráveis ao exercício deles em sociedade”.