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Gustav Ritter incentiva a formação superior em Artes

cultura
24 de abril de 2019

Muitos dos alunos do Instituto Gustav Ritter dão continuidade aos estudos na área de artes nas universidades

Jhamila, Kamylla, Marcos Vinícios e Jhonata têm em comum as aulas no Instituto de Educação em Artes Professor Gustav Ritter, uma das unidades da Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc). Como eles, dezenas de alunos e ex-alunos dão continuidade à sua formação artística nas universidades brasileiras depois de terem frequentado o Instituto. Localizado em Campinas, um bairro tradicional da capital, o Gustav Ritter atende, gratuitamente, crianças e adultos de Goiânia e região metropolitana com aulas de música, teatro e dança.    

Durante o tempo em que estão no Instituto Gustav Ritter os alunos são preparados de forma bem completa, possibilitando que, caso queiram, se desenvolvam até mesmo profissionalmente na área das artes de sua escolha. Os cursos de música, dança e teatro possibilitam aos estudantes o contato com a parte teórica, histórica e prática da arte por intermédio de um corpo de professores capacitado e dedicado. Essa vivência contribui tanto para alunos ingressarem em uma universidade em cursos de Artes quanto para se decidirem pelo seu futuro profissional.

Jhamila Caroline Sousa de Oliveira é um exemplo. O Ritter a ajudou a se decidir pelo curso superior que faria. Ela entrou no Gustav Ritter em 2017, atualmente cursa o último ano de teatro no Instituto e recentemente foi aprovada para o curso de Artes Cênicas na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Acredito que o Ritter me ajudou nisso pois antes de entrar na escola o curso de Artes Cênicas ainda não era umas das minhas opções, mas o Ritter me ensinou muito, principalmente a me decidir qual caminho seguir profissionalmente”, conta.

Outros exemplos

Kamylla Kristinne de Sousa Vaz, 18 anos de idade, acabou de ingressar em Licenciatura (ensino do instrumento: Violão) na UFG “No Ritter tive professores maravilhosos de teoria, todos excelentes no que fazem. Meu professor de instrumento é o Leandro Mourão e, com certeza, ele é um dos responsáveis por eu ter passado, pois tem uma didática excelente, ele pega no pé da gente e sabe ensinar”.

Ela conta que participava de duas práticas de conjunto: a Orquestra de Violões do Maestro Jesus e o Grupo de Choro. “Isso me ajudou muito a desenvolver a leitura das peças e foi minha primeira prática em grupo. O Ritter é um lugar que acalma a gente, eu pegava o máximo de matérias em dias diferentes para estar ali a semana toda”, recorda Kamylla.

Kamylla considera que o Instituto contribuiu para a sua entrada na universidade. “O Ritter, com toda certeza, me abriu as portas para a universidade! Música sempre foi o que eu quis fazer da vida e ali dentro eu só me mantive mais interessada. Devo isso aos professores do Ritter que me fizeram ter gosto por estudar” finaliza.

Outro ex-aluno do Gustav Ritter que também foi aprovado na UFG, só que para o curso de Educação Musical, é o Marcos Vinicios Alves de Brito, 20 anos de idade. Ele estudou no Instituto por quatro anos e destaca o conhecimento que adquiriu na escola. “O Ritter contribuiu muito para que eu entrasse na UFG, pois antes de chegar na escola eu não sabia praticamente nada sobre as células rítmicas, nem sobre partituras e lá aprendi muito sobre tudo isso, além da prática de instrumento”, conta.

Jhonata Brigido da Silva, de 31 anos, também está na UFG, no curso de Licenciatura em Violão. Ele explica que antes do Ritter não tinha o objetivo de fazer uma graduação em música, mas que a vivência que teve na escola o despertou para esse desejo. “Entrei no Ritter em 2017 no curso de violão erudito. Meu professor foi Jorge Luis. Minha aprendizagem no Ritter foi fundamental para a minha aprovação, porque meu primeiro contato com o violão erudito foi no Gustav Ritter e agora farei disso minha profissão”, afirmou Jhonata.

Cultura

O Instituto de Educação em Artes Professor Gustav Ritter tem, ainda, um papel no processo de democratização do acesso à cultura, dando oportunidade para alunos desenvolverem habilidades artísticas e envolvendo a comunidade. Tradicionalmente, também, o Ritter exporta talentos, como ex-alunos que hoje atuam no cenário cultural brasileiro e internacional.

Na escola de Música são ofertadas aulas de canto e instrumentos musicais como violão popular e erudito, guitarra e bateria. Também são realizados eventos como recitais, concertos, cantatas e masterclasses, com a participação de alunos e professores da Escola nas apresentações musicais.

A escola de Teatro oferece os cursos de iniciação teatral, desenvolvimento das habilidades teatrais, formação inicial e continuada, habilitação profissional e oficinas livres de prática teatral. O núcleo também é composto pela Cia de Teatro Gustav Ritter.

O Núcleo de Dança oferece aulas de diversas modalidades como o ballet, jazz, contemporâneo, o sapateado e danças urbanas. Ao longo do ano, os alunos de dança têm a oportunidade de participar de eventos, como o Festival de Dança de Joinville, do Taguatinga Dança, do Passo de Arte Fortaleza e do Prêmio RV Arte e Dança (Santos, São Paulo). Juntos, o balé infantil e o juvenil do Instituto acumulam premiações.

História

O Instituto de Educação em Artes Professor Gustav Ritter, antes denominado Centro Cultural Gustav Ritter, foi instalado na antiga Casa dos Padres Redentoristas adquirida, em 1986, pelo governo de Goiás e inaugurado em 1988. 

Situado no bairro de Campinas, o prédio, em estilo art-déco teve sua construção iniciada em 1946 pelo padre Oscar Chaves, foi concluído em 1950 pelo Padre Antônio Penteado e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico de Goiás pelo Decreto N° 4.943, de 31 de agosto de 1998.

O nome é uma homenagem ao professor Henning Gustav Ritter, um dos fundadores da Escola de Belas-Artes, hoje Faculdade de Artes Visuais da UFG.  Renomado escultor, o professor Ritter foi um expoente das artes plásticas que impulsionou o movimento artístico em Goiás.

Goiânia, 24 de abril de 2019.

Comunicação Setorial da Seduc